Sinto pena de quem
não tem o privilégio
de ter alguém.
Sinto muita paz
pela linda calma
que você me traz.
Quero que escreva
nosso nome em
um lugar sagrado.
Por que você sabe
e se não sabe
eu sou um homem amado!
Esse versinho
vem mansinho
com todo carinho
pra quem segura na minha mão.
רפאל
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terça-feira, 2 de março de 2010
quarta-feira, 10 de junho de 2009
"Ficticious Garden": ao amigo Brampcoso

Em homenagem ao meu estimado amigo Antônio Aflalo Neto (Brampcoso), registro aqui uma de nossas parcerias, cuja letra foi por ele encomendada e orgulhosamente escrita por mim.
Um abraço Sgt.,
רפאל
Ficticious garden
* Música de Brancoso Maracujá, letra por ele encomendada.
** Dedico-a aos amigos Iranildo Diniz, Bob, Fábio Frota, Piter Barnabé e outros ficticiadores.
The lie is the victim of the proud,
our proud is all that we are.
I'll see that people are 'round and 'round
for days and nights.
Just to tell you a history,
just to spend your time.
Can they show us the magic
that makes then happy of this?
Can I show them the magic of this?
It must be true, I know, but...
A ficticious garden is a place to be,
the ficticious knows what is lost in our feelings.
For the ficticious world I'll never believe,
a ficticious garden, I'll aways forgive you.
Um abraço Sgt.,
רפאל
Ficticious garden
* Música de Brancoso Maracujá, letra por ele encomendada.
** Dedico-a aos amigos Iranildo Diniz, Bob, Fábio Frota, Piter Barnabé e outros ficticiadores.
The lie is the victim of the proud,
our proud is all that we are.
I'll see that people are 'round and 'round
for days and nights.
Just to tell you a history,
just to spend your time.
Can they show us the magic
that makes then happy of this?
Can I show them the magic of this?
It must be true, I know, but...
A ficticious garden is a place to be,
the ficticious knows what is lost in our feelings.
For the ficticious world I'll never believe,
a ficticious garden, I'll aways forgive you.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
"Enkráticos": ao Prof. Atahualpa Fernandez
Devo o princípio de minha formação moral, intelectual e profissional ao meu estimado professor de Introdução ao Direito, Dr. Atahualpa Fernandez. Esse grande advogado e jusfilósofo me ensinou tudo que eu precisei saber para amar o Direito, amar a ciência e amar a vida em geral. Nunca o agradeci pessoalmente, mas acredito que ele saiba o quanto é importante para um jovem acadêmico a participação efetiva de um grande mestre. Aliás, mestres como ele estão cada vez mais raros, dizem alguns. Eu discordo, acho que não estão ficando raros. Mestres são raros, e deve ser assim.
Meus colegas na nostálgica 1DIN1 com certeza vão recordar do que vou passar a tecer nas próximas linhas, com a certeza de que fomos privilegiados nas nossas lições introdutórias.
Então vamos lá, entrando no túnel do tempo, voltamos para 30 de agosto de 2001, aproximadamente 21h, o nosso mestre ditava as seguintes palavras:
"Uma vez que considerou o direito por um enfoque especialmente argumentativo ou discursivo, ou seja, que se considera o direito como uma atividade ou tarefa problemática cuja finalidade é a realização da justiça, mediante a interpretação e a aplicação da norma jurídica, é preciso considerar que toda a argumentação jurídica tem por objeto, sempre, uma relação jurídica. Sendo certo que toda relação jurídica nada mais é do que uma relação social qualificada como tal pela norma jurídica (direito) e que toda relação terá sempre como sujeito o indivíduo, a finalidade última do direito será sempre a de atender o incondicional respeito a liberdade ou a dignidade da pessoa ou do ser humano.
(...)
Indivíduo:
A formação ou conquista da individualidade, aqui considerada como a constituição de uma pessoa autônoma e independente, exige a condição prévia da institucionalização histórico-secular da liberdade. Significa dizer que a conquista de uma individualidade autônoma e separada pressupõe a liberdade plena do indivíduo, assegurada pelo conjunto de normas de um determinado ordenamento jurídico. Esta liberdade deve ser entendida - para o que aqui nos interessa - como "não dominação", ou seja, que o indivíduo é livre na medida em que ninguém possa interferir arbitrariamente nos seus planos de vida.
Uma vez satisfeito este pressuposto básico é preciso considerar que a conquista da individualidade exige, ademais, de dois requisitos básicos:
1. CONSIDERAR QUE O INDIVÍDUO É O RESULTADO DE UM COMPLICADO PROCESSO DE ARTICULAÇÃO ENTRE UMA ESTRUTURA MENTAL EXTREMAMENTE RICA E ESTÍMULOS PROVENIENTES DE UMA IGUALMENTE COMPLICADA VIDA SOCIAL; significa que a constituição do indivíduo depende sempre da forma como estabelece relações com seus semelhantes, ou seja, que a nossa individualidade e inteligência são essencialmente dependentes das relações sociais. É o olhar do outro que conforma e forma a nossa individualidade. Por essa razão, toda a nossa atividade mental, no que diz respeito a vida social está direcionada para entender, predizer e construir hipóteses sobre o comportamento dos demais. Por esta razão é que nossa atividade linguística está repleta de conteúdo social (fofoca).
2. CONSIDERAR QUE A CONQUISTA DA INDIVIDUALIDADE É ALGO TAMBÉM PROCESSUAL E DE GRAU, OU SEJA, QUE DEPENDE FUNDAMENTALMENTE DO PRÓPRIO INDIVÍDUO: ademais do "olhar do outro" é preciso considerar também que a conquista de um caráter virtuoso depende fundamentalmente da capacidade de todo indivíduo de automodelar-se (ou autolegislar-se). Significa dizer que, por termos uma estrutura mental extremamente rica, vivemos constantemente em conflito conosco mesmos. Logo, essa capacidade de todo indivíduo de automodelar seu próprio caráter e individualidade pressupõe que podemos ter preferências e desejos bons e maus. Ao indivíduo que consegue escolher sabiamente seus melhores desejos e harmonizar os conflitos internos de que padece, denomina-se uma pessoa "enkrática" - com grande força de vontade; ao indivíduo que não consegue escolher seus melhores desejos e harmonizar seus conflitos denomina-se uma pessoa "akrática"."
Mestres são mestres, suas palavras o tempo não apaga, pois a memória e o coração estão sempre reforçando seus traços. Prof. Atahualpa (sem o dr., como você prefere), acredito e tento, a cada dia, ser mais "enkrático" que num minuto anterior. Essa pequena ode vem de um animal político que estima por sua sapiência e longevidade.
Muito obrigado,
רפאל
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Ode aos Militares - Poema do amigo Paulo Bassalo

Em comemoração ao dia do soldado, gostaria de relembrar um poema do meu querido amigo Paulo Bassalo, um grande vanguardista. Na minha opinião, diferentemente dos críticos que consideram subversão e anarquia conceitos impreterivelmente negativos, acredito que o verdadeiro anarquista é sim um grande romântico. O Paulo para mim foi um desses, um coração sem limites...
Ao amigo Paulo, in memoriam, um fraterno abraço, onde quer que tu estejas.
רפאל
ODE AOS MILITARES
Aos militares brasileiros
de ontem, de hoje e de sempre.
Enquanto cagam,
papel higiênico de listras verdes e amarelas.
A mão direita no peito,
a esquerda em continência.
Na cozinha, a mulher de bobs no cabelo,
entoando a canção "The Star Spangled Banner".
Se é que posso chamar isso de canção...
...e aquilo de mulher!
De sorte eu posso me considerar.
Nunca servi de besta, eu nunca fui militar!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Curado por Deus - Muito Obrigado!

Recebi um comentário de um amigo da nostálgica faculdade de Direito sobre este blog. Não posso deixar de postar o que imagino ter sido uma breve interpretação de meu intuito de compartilhar idéias, críticas e outras criações pessoais. Obrigado Cleber, mais uma vez, te devo esta ode.
Calma e elegância,
רפאל
Meu amigo, gostei de seu blog, o nome é certamente fruto de uma mente brilhante - Curado por Deus - quanto têm essa alegria de ser curado por Deus, e quantos não buscam essa cura, vivem doentes, nos vícios, na indole desconstrutiva dos valores, ou seja, a inversão dos valores como cita Maquiavel: "se vives em um mundo em que fazer o errado é certo, se tentas fazer o certo és errado". Essa realidade distante de nós. (...) Meu amigo Rafa, parabéns pela criação do blog, aqui manifestamos o que somos, pois conhecemos os amigos, as palavras são reflexos do que vivenciamos. Só somos curados quando aceitamos a verdade de Deus, essa é transformadora, e o melhor, não é por crediário, muda-se à vista, por inteiro. Morrer para renascer. A velha natureza, que contamina o homem não mais nos domina, não somos mais escravos de vícios, somos seres transformados. Amigo Rafael, que Deus sempre ilumine teus atos, vc certamente é uma pessoa sensível ao outro. Um fraterno abraço do amigo que te admira muito. Cleberson Williams, <><
Esteio de ninguém
Ultimamente, tenho sido contemplado com a oportunidade de conhecer grandes pessoas e, óbvio, agradeço muito à Deus por tudo isso. Talvez eu estivesse caminhando por vias oblíquas, o que geralmente nos deixa próximo do endereço do tédio e da insatisfação. Por sorte, minha calma e elegância atuaram mais uma vez em minha vida para me indicar o caminho.
Numa dessas oportunidades, conheci uma bela mulher. Sorridente, de expressão leve e tranqüila, não pude evitar: tive que conhece-la. Paulistana, 30 anos de idade, estava acompanhada de uma amiga, tomando uma cerveja lá no Chico Mineiro. Conversamos muito e de cara ela me perguntou se tinha namorada. Disse que não. Ela me perguntou se queria namorá-la. Não soube o que responder, só pensei: isso jamais tinha me acontecido, quanta rapidez... Me senti a mulher da mesa, levando cantada e ficando sem jeito. Só sei que aquela noite de Lua cheia me trouxe com sua luz a oportunidade de apreciar bons momentos ao lado daquela pessoa. Sou cativado por isso, pessoas diferentes, com jeito bastante peculiar de pensar e agir. Exatamente o que vi nela: uma educação e fineza incomuns hoje em dia, uma certa timidez e uma beleza individualíssima.
Paqueramos durante uma semana, depois entregamos para Deus. Lembro de nossas conversas sobre determinação e objetivos na vida, bem como das dificuldades de alcançar o que se almeja. Em uma palavra ela definia tudo: FOCO. Precisamos de um foco, um caminho, e não forçosamente se entregar aos intempérios. Ela dizia: "você é seu próprio esteio, não pode ser esteio de ninguém". Concordei com ela e fiquei super feliz com tudo que ouvi e aprendi em sua companhia. Hoje tenho a honra de comemorar a sua amizade.
Em homenagem, comemoro o aniversário da leonina no próximo dia 21 com um poema que foi musicado por Adriana Calcanhoto, de um poeta português que eu não sei o nome. Refere-se diretamente ao esteio, coisa que nunca fomos um do outro. Um beijo, parabéns!
רפאל"Eu não sou eu, eu sou o outro
sou qualquer coisa de intermédio.
Pilar da ponte de tédio
que vai de mim até o outro."
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Calma e elegância - Ao amigo Cleber Williams
Tenho muita saudade dos tempos da faculdade de Direito. Não pelo curso, e sim, pelos colegas e amigos envolvidos naquela atividade. Em especial, sinto saudades da companhia e efervescência de idéias de um amigo: Dr. Cleber Williams. Esse cara me ajudou muito no amadurecimento profissional e desenvolvimento pleno. Uma das coisas interessantes que aprendemos juntos na faculdade aconteceu numa palestra do reitor da Universidade da Amazônia, Prof. Edson Franco, que compartilhou conosco um ensinamento mais que fundamental. Disse ele: "meu pai, grande homem, uma vez me disse: filho, na hora de tuas angústias, calma e elegância."
Essa frase valeu por todos os cinco anos de faculdade, e a amizade do Kelé, essa então não tenho nem como comentar. Um abraço fraterno ao amigo, hoje no Estado de Alagoas com sua linda família.
Em homenagem, quero postar um belo texto do blog do Cleber, disponível em cospess.blogspot.com
Boa leitura,
רפאל
Segunda-feira, 16 de Abril de 2007
Tu és o cão, diabo
Essa foi a frase que escutei em uma das aulas que estava ao lado da sala, observando a professora de uma escola fundamental, dizer para um aluno. Não fiquei surpreso, queria ter gravado a aula, a professora estava tendo um ataque de nervos, se é que ainda tinha esses nervos. Não sei como pode uma professora lecionar nessa situação, gritos e mais gritos, imagino que as crianças devem ter uma boa imagem da escola, percebi na hora do lanche e da saída, era uma gritaria só, em deixar o colégio, e mais interessante é que ao chegarem na escola não se grita tanto, só os professores gritando para os alunos irem para as salas de aula. E não poderia deixar de comentar, vendo as imagens de crianças descalças a maioria, já que não tinham sapatos ou sandálias, lembrei de minha infância, em que ia para a escola com sandálias havaianas aquelas que não soltavam as tiras e nem deformavam, e em menos de 3 semanas colocava-se grampo na divisória dos dedos, pois já havia soltado as tiras de tanto caminhar, naquele tempo era um atestado de pobreza ira para aula de sandálias havaianas, era só os que não tinham sapatos que usavam havaianas, hoje usar havaianas é luxo, a R$ 15 reais, quem é que pode se dar ao luxo de usar uma havaiana há 15 reais. Mas voltando ao assunto, dos pés descalços, se alguem já observou os quadros que retratam a escravidão, saberá o que estou comentando, os escravos eram os pés-rapados, pois não usavam sandálias, ou sapatos, já que objetos não usam sapatos, apenas as bonecas portuguesas ou francesas. Os sapatos ficavam para o uso dos senhores. Assim imaginei naquela escola do interior próximo há uns 70 quilômetros da capital, pessoas indo a escola sem sapatos ou sandálias. Escravos em tempos contermporâneos. Coisas de brazil, imagine se esse quadro é visível aqui nesse estado tão grande e tão rico. é verdade o brasil não conheçe o brazil. Cospess.
Tu és o cão, diabo
Essa foi a frase que escutei em uma das aulas que estava ao lado da sala, observando a professora de uma escola fundamental, dizer para um aluno. Não fiquei surpreso, queria ter gravado a aula, a professora estava tendo um ataque de nervos, se é que ainda tinha esses nervos. Não sei como pode uma professora lecionar nessa situação, gritos e mais gritos, imagino que as crianças devem ter uma boa imagem da escola, percebi na hora do lanche e da saída, era uma gritaria só, em deixar o colégio, e mais interessante é que ao chegarem na escola não se grita tanto, só os professores gritando para os alunos irem para as salas de aula. E não poderia deixar de comentar, vendo as imagens de crianças descalças a maioria, já que não tinham sapatos ou sandálias, lembrei de minha infância, em que ia para a escola com sandálias havaianas aquelas que não soltavam as tiras e nem deformavam, e em menos de 3 semanas colocava-se grampo na divisória dos dedos, pois já havia soltado as tiras de tanto caminhar, naquele tempo era um atestado de pobreza ira para aula de sandálias havaianas, era só os que não tinham sapatos que usavam havaianas, hoje usar havaianas é luxo, a R$ 15 reais, quem é que pode se dar ao luxo de usar uma havaiana há 15 reais. Mas voltando ao assunto, dos pés descalços, se alguem já observou os quadros que retratam a escravidão, saberá o que estou comentando, os escravos eram os pés-rapados, pois não usavam sandálias, ou sapatos, já que objetos não usam sapatos, apenas as bonecas portuguesas ou francesas. Os sapatos ficavam para o uso dos senhores. Assim imaginei naquela escola do interior próximo há uns 70 quilômetros da capital, pessoas indo a escola sem sapatos ou sandálias. Escravos em tempos contermporâneos. Coisas de brazil, imagine se esse quadro é visível aqui nesse estado tão grande e tão rico. é verdade o brasil não conheçe o brazil. Cospess.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Contos Modernos - Poema do amigo Rogério Barret
Em homenagem ao meu querido amigo Rogério Barret, relembro um poema que ele cuidadosamente escreveu e musicou no ano de 2001. Todos lembram, ano do apagão. Devem lembrar também daquela sexta-feira que ficamos todos nas trevas, embaixo de uma típica chuva parauara. Todos esses fatos contribuiram para a determinação do Rogério em não deixar passar em branco. Aliás, bem lembrado: NADA deve passar em branco. Prefiro o preto no branco do papel...
Abraço ao amigo R. Barret, curtindo as Cataratas de Foz do Iguaçu.
רפאל
CONTOS MODERNOS
Bosta no FHC,
é o que todo mundo quer fazer.
A situação ficou preta
numa dessas sextas-feiras.
A situação já tá preta,
todo dia é dia de feira!
E a cesta congelada
à base de gelo de peixe,
e o preço congelado
lá no pico Everest
de um país tropical.
A tradição aqui é
que tudo acabe em Carnaval.
Aqui tudo vira bacanal.
Tá tudo pela hora da morte,
se bem que já não tá muito longe.
Somos só contos modernos
dos velhos livros de História.
Somos versões hi-tech
do que já lemos antes.
Bosta no FHC,
é o que todo mundo quer fazer.
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